quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Um dia...
..Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
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O primeiro beijo
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
- Sim, já beijei antes uma mulher.
- Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Bem no alvo
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O tal do preconceito
Eu sinceramente não entendo esse peconceito que a maioria do homens tem com os gays, não que eu ache certo dois caras se beijarem, mas isso não é motivo pra odiar ninguém! Tudo bem, o homem beijando outro homen ta errado, mas você vestir a camisas do deu time de futebol, sair agarrado por ai com vários outros homens enquanto a sua mulher fica em casa te esperando e querendo dar pro vizinho porque você não esta lá, também não uma das coisas mas corretas que já vi. Também tem os cara que ficam ofendidos em ver gays andando na rua, pelo que eu sei todas as pessoas que se ofedem por esse tipo de coisa, levam muito jeito pra pedófilo, pra aqueles caras que saem na rua pra comer travesti(ou dar pro travesti, porque se fosse pra comer ele comeria a mulher dele), leva jeito pra o cara que pula a cerca todo santo dia ou pra qualquer tipo de espécie de filha da mãe. A pessoa cria o preconceito porque não tem a capacidade de se indentificar com a outra, então, começa a odiar ela, putz cara, vai se incomodar com a pobreza do pais que tu vive, com o bandido, com a Amazônia, sei lá... Ou se incomodar com você mesmo, com as suas atitudes idiotas, talvez a maioria dessas pessoa que odeiam tanto quem é diferente, tem é na verade vontade de experimente, mas a coragem não surge...
PS: Super inspired me in the video pecesiqueira.
Beijos, xoxo.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
E a pimenta?
A pimenta, numa receita raramente é o ingrediente base. Ela entra como tempero, um condimento que dá mais sabor ao pratp principal.
Numa relação acontece a mesma coisa:
- pimente pura arde;
- pimenta em excesso queima; e
- pimenta sem base é indigesta.
- Do que você gosta?
- Você se gosta?
- Até onde se permeite chegar?
- Do que você não abre mão?
- Quem é ele?
- Quais as preferência dele?
- Vocês se conhecem profudamente?
- Até onde vocês estão dispostos a ceder um pelo outro?
Beijos, xoxo.
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